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  • MuBE Virtual 10:32 on 14/07/2011 Permalink | Reply
    Tags: avenida nove de julho, café, colhedor, lecy beltran, são paulo   

    O colhedor de café 

    Se o estado de São Paulo detém, hoje, o maior poderio econômico do país, deve muito disso à atividade cafeicultora. De início, a produção difundiu-se principalmente pelo Vale do Paraíba, até se alastrar por vários municípios. O ciclo do café, dentre outras repercussões, atraiu imigrantes e impulsionou a ampliação das vias férreas e portos.

    Há cerca de 11 anos atrás, a capital paulista ganhou uma estátua para representar o trabalhador das plantações e sua importância dentro desse contexto. Da autoria de Lecy Beltran, “O colhedor de café” está instalada na zona sul da cidade de São Paulo.

    O mais curioso e singular desta obra, contudo, reside nos dois pés de café que a ladeiam. Com a passagem do ano, é possível observar os grãos tomando corpo e vida, até atingirem o “ponto de cereja” – quando estão prontos para serem colhidos. Diversos transeuntes param não só para admirar, como também para degustar os frutos maduros.

    O bronze frio e escuro é  aquecido pelo vermelho-vivo dos frutos crescendo. A intensidade e contraste são acentuados pelo verde amistoso das folhagens.

    A arte de Lecy é cheia de impacto, o que faz parecer que a estátua é uma verdadeira fotografia do movimento. Em um olhar – rápido, súbito ou talvez longínquo – a impressão é de vislumbrar um colhedor de café em plena atividade, cercado de folhagens e prédios.

    Caso queira conferir de perto essa bela composição, basta ir até a Avenida Nove de Julho, zona sul da cidade.

    Texto: Luna Recaldes

    Imagens: Companhia de Restauro

     
  • MuBE Virtual 14:34 on 12/05/2011 Permalink | Reply
    Tags: 2012, aço, , , fibra de vidro, , nova iorque, são paulo, telhado   

    Obras de Antony Gormley em São Paulo 

    No ano que vem, os paulistanos poderão se deparar – e, possivelmente, até se assustar – com algumas esculturas espalhadas pela capital.

    O responsável por isso é Antony Gormley, artista plástico inglês notável por suas intervenções anteriores em outras cidades do mundo. Em 2007, Antony instalou esculturas nas pontes, telhados e ruas da margem sul do Rio Tamisa, em Londres.

    Já no ano passado, um projeto idealizado para Nova Iorque foi ainda mais audacioso, quando preparou 31 esculturas de aço e fibra de vidro (em tamanho natural, usando seu próprio corpo como modelo). Quatro delas foram colocadas no solo do Madison Square Park; e as outras vinte e sete, distribuídas pelos parapeitos e telhados das construções ao redor. Curiosamente, a polícia e os bombeiros de Nova Iorque receberam, à época, diversas chamadas em que as pessoas diziam ter visto outras nos topos de edifícios, receando que fossem cometer suicídio.

    “Eu não sei o que vai acontecer, o que vão olhar e sentir, mas eu quero jogar com a cidade e as percepções das pessoas. A minha intenção é fazer com que as esculturas estejam o mais perto possível da extremidade dos prédios: o campo da instalação não deve ter limites a definir. O olhar é o princípio dinâmico da obra, a ideia de procurar e encontrar – ou, olhando, procurando, talvez seja possível reavaliar a sua própria posição no mundo. Assim, encontrando essas situações periféricas, talvez alguém acabe por se tornar consciente do seu próprio envolvimento.” (Antony Gormley)

    Como se pôde ver, interferir no cotidiano das pessoas parece ser o forte desse artista. E os transeuntes de São Paulo que aguardem, pois Antony está pesquisando locais e preparando obras para espalhar por aqui em maio de 2012.

    (Por Luna Recaldes/Referências: Caderno 2 do Estadão e Blog Cimitan/Imagem: Blog Cimitan)

     
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