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  • MuBE Virtual 16:06 on 22/07/2014 Permalink | Reply
    Tags: Erika Verzutti, Guggenheim   

    Erika Verzutti: “Estranho humor” 

    Livro e mostras no exterior destacam o caráter sensorial da obra de Erika Verzutti

    Na faculdade de desenho industrial no Mackenzie, aos 18 anos, Erika Verzutti e as colegas pegavam o roteiro de exposições da revista Veja, como conta, e iam visitar qualquer opção em cartaz em São Paulo. Nessa época, vivia uma angústia que classifica como “coisa de classe média”: “Olhava para a arte e não sabia o que era”. “A paixão e a disposição que tinha de olhar para uma escultura de um nu meio polido de um autor desconhecido era a mesma de ver uma obra do Daniel Senise”, afirma a paulistana, hoje com 43 anos. “Isso de ficar só no sensível”, como define, é o que ela tenta reproduzir, enfim, em suas criações como artista.

    À primeira vista, as esculturas de Erika Verzutti podem parecer corpos estranhos. Em uma breve descrição, frutas, como jacas e bananas, e legumes, por exemplo, são transpostos para o bronze ou para o cimento integrando composições de uma ação escultórica que, atualmente, destaca-se em exposições em cartaz nos EUA e na Suíça. “Para além de representar, as esculturas de Erika Verzutti dão forma a sensações e fantasias – querem ser e fazer delícias e horrores”, escreve José Augusto Ribeiro no texto Um Bicho de Sete Cabeças, que abre o livro dedicado à artista, lançado recentemente pela editora Cobogó. Resume o crítico que a obra da paulistana “envolve humor, beleza, erotismo, estranhamento e violência, a uma só vez”.

    Venus on Fire

    Venus on Fire

    “Trabalho no território da falta de informação”, afirma a artista, que recusa relacionar sua produção ao terreno da ironia. Citações (“escancaradas”) da história da arte – como remissões às esculturas surrealistas de Maria Martins (1894-1973), às formas das figuras antropofágicas dos quadros de Tarsila do Amaral (1886-1973) ou a trabalhos do escultor britânico Henry Moore (1898-1986). E ela também faz referências a clichês do campo artístico – com a incorporação de pincéis e paletas, por exemplo, em suas composições escultóricas – são sua maneira de jogar com o “cômico”, o “superficial” , a “devoção” e a “livre associação”.

    As criações de Erika Verzutti podem ter um caráter mais figurativo em alguns momentos, em outros, mais abstratos – incursões geométricas -, ou até remeter a uma ancestralidade. “Um desejo mais primitivo que seja, de formas mais brutas, mais ásperas, é uma maneira de lidar hoje com a imagem contemporânea”, comenta.

    “Acho que tem mais graça olhar para uma superfície terrosa agora do que teria nos anos 1980. É um ciclo que a gente vive, uma necessidade física. Gosto de pensar que as coisas se processam mais sensorialmente”, completa. O percurso mais recente de seu trabalho pode ser contemplado na edição da Cobogó.

    Aceitação

    No sábado, 19, a artista encerrou uma mostra na Galerie Peter Kilchmann de Zurique, mas ela participa, até novembro, de uma exibição coletiva no Langmatt, em Baden, também na Suíça. Já nos Estados Unidos, o Tang Teaching Museum, instituição universitária em Saratoga Springs, cidade do Estado de Nova York, acaba de inaugurar uma exposição da brasileira com conjunto de obras realizadas em 2013.

    “É minha primeira individual em museu”, diz Erika, considerando que a “aceitação de público, crítica e mercado” de seu trabalho ocorreu, de fato, a partir de 2011, apesar de ela ter despontado no circuito na década de 1990, enquanto cursava a Goldsmiths College de Londres.

    “Os trabalhos de Erika Verzutti, imbuídos de um sentido de ritual misterioso, geralmente centram atenção para formas e ciclos encontrados na natureza”, explica o texto de apresentação da mostra no Tang, até 16 de novembro. As peças reunidas na instituição norte-americana são criadas com pedras, argila, concreto e bronze, entre outros materiais, e ficam expostas no chão e nas paredes (neste caso, já indicando uma vontade de adentrar no campo da pintura-escultura). Fizeram também parte de uma coletiva, no ano passado, no Carnegie Museum de Pittsburgh.

    Para completar o “tour” americano, duas de suas esculturas, Venus on Fire (2013) e Painted Lady (2012), estão na exposição Sob o Mesmo Sol: Arte da América Latina Hoje, em cartaz até 1.º de outubro no Guggenheim de Nova York (que as adquiriu). A mostra, com obras de outros brasileiros, vai itinerar em 2015 para o Museu de Arte Moderna de São Paulo.

    CAMILA MOLINA. “Estranho humor”. Jornal O Estado de São Paulo, 20 de julho de 2014

     
  • MuBE Virtual 15:09 on 01/07/2014 Permalink | Reply
    Tags: anish kapoor, , museu nacional de belas artes, osgemeos,   

    Museu quer expor obras apreendidas no Rio 

    Conjunto de 18 esculturas e pinturas está avaliado em R$ 10 milhões

    O Museu Nacional de Belas Artes quer expor ao público ainda este ano as 18 obras de arte apreendidas pela Receita Federal na alfândega do Porto do Rio.  Entre os quadros e esculturas, avaliados em R$ 10 milhões no total, há trabalhos de artistas brasileiros, como OsGemeos e Jorge Eduardo Guinle Filho, e também estrangeiros, como Anish Kapoor e Antony Gormley.Os quadros e esculturas foram descobertos por agentes da Receita dentro de contêineres provenientes dos EUA.
    As obras vinham misturadas às mudanças de brasileiros que estavam voltando ao País. Segundo a Receita, alguns eram cooptados nos EUA para declararem quadros, esculturas e também outras mercadorias como parte de sua bagagem, que é isenta de tributos.
    Na mudança de um amanicure brasileira, que morou por 21 anos nos EUA, foram encontradas as duas peças mais caras: uma do brasileiro Sergio Camargo, avaliada em US$ 2 milhões, e a outra do indiano/britânico Anish Kapoor. Avaliada em US$ 1 milhão, a obra veio declarada como “antena parabólica”, no contêiner.

    Obra de Sérgio Camargo

    Obra de Sérgio Camargo

    Também houve casos, segundo a Receita, em que o viajante tinha bens inseridos na bagagem sem tomar conhecimento. Ao Fantástico, da TV Globo, a manicure afirmou não saber que as esculturas estavam no contêiner que trazia sua mudança de volta ao Brasil. Questionada desde a manhã de ontem pelo Estado, a Receita Federal não informou as identidades de quem estaria por trás dos contrabandos e se tratava-se de um grupo organizado. Esclareceu somente que as obras foram adquiridas em leilões e galerias internacionais e que está investigando, além da sonegação fiscal,
    a possibilidade de ocorrência do crime de lavagem de dinheiro”. Além das obras de arte, foram apreendidas também 17 toneladas de mercadorias como móveis, eletrodomésticos e equipamentos esportivos.
    Exposição. As 18 obras estão em processo de doação para o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no centro do Rio. “Esperamos que o processo seja concluído até o fim de julho. Ainda este ano, nossa ideia é fazer uma exposição provisória com as peças, todas juntas, que depois serão incorporadas ao nosso circuito expositivo permanente”, disse a diretora do MNBA, Monica Xexéo. “É um conjunto pequeno, mas extremamente expressivo, de extrema relevância nacional e internacional. Há trabalhos de sete brasileiros: além de Sergio Camargo, OsGemeos e Jorge Guinle, Juarez Machado, Beatriz Milhazes, Daniel Senise e Cildo Meireles.
    Os artistas estrangeiros são, além de Kapoor e Gormley, o chileno Ivan Navarro, os franceses François-Xavier Lalanne e Niki de Saint Phalle, o colombiano Edgar Negret, o argentino Miguel Angel Rios, o italiano Michelangelo Pistoletto, a norte-americana Barbara Kruger, o húngaro Victor Vasarely e o escocês Callum Innes.
    Em setembro, chamados pela Receita, museólogos e historiadores do MNBA fizeram a primeira vistoria às obras encontradas nos contêineres; constatada a autenticidade das peças, elas foram encaminhadas em 30 de abril ao museu para serem mais bem armazenadas.
    “Pela primeira vez, uma peça do Anish Kapoor, por exemplo, será exposta ao público como patrimônio do governo brasileiro”, disse a coordenadora técnica do MNBA, uma das responsáveis por inspecionar as obras logo que descobertas no Porto, Daniela Matera. Não é a primeira vez que uma obra apreendida pela Receita é doada ao MNBA. Em 2006,  após ser apreendida no Porto de Santos, a tela “O Caçador de Passarinhos”, de Cândido Portinari, passou a integrar a exposição do museu.

    TIAGO ROGERO. “Museu quer expor obras apreendidas no Rio”. Jornal O Estado de São Paulo, 01 de julho de 2014.

     
  • MuBE Virtual 14:48 on 09/05/2014 Permalink | Reply
    Tags: henrique oliveira, MAC USP, Transarquitetônica   

    Do moderno ao arcaico 

    Artista Henrique Oliveira cria para o MAC-USP instalação que remete a uma caverna

    Paredes de um cubo branco vão se transformando, aos poucos, em corredores de alvenaria popular; em seguida, em caminhos de taipa; até se metamorfosearem em uma caverna de tapumes. No final do percurso, estranho e labiríntico, encontram-se grandes galhos de uma árvore – a instalação Transarquitetônica, que Henrique Oliveira criou especialmente para o prédio anexo do Museu de Arte Contemporânea da USP, é um percurso de passagem do tempo, uma narrativa linear.
    “Numa ponta, você tem uma ideia de arquitetura moderna, de um espaço neutro, como um corredor de hospital, que representa o momento contemporâneo. Do outro, os galhos representam a primeira moradia do homem-macaco, anterior ao homo sapiens”, descreve o artista. Ele recusa o termo monumental para definir sua obra, mas ela é um vultoso corpo de cerca de 70 metros de comprimento pelo qual o visitante é convidado a adentrar, percorrer pela própria experiência.
    Ou, por outro lado, o espectador pode contemplar a instalação de fora, do extenso primeiro andar do espaço expositivo.
    Dali, Transarquitetônica é vista como um “objeto” orgânico “contínuo”, que parece ter-se acomodado, lentamente, na construção original do arquiteto Oscar Niemeyer, uma grande sala longitudinal branca, de 1.600 m², pontuada por 13 colunas.
    No inevitável símbolo modernista, o novo trabalho de Henrique Oliveira é mais que a criação de um corpo cavernoso,
    feito com os tapumes que já são sua técnica característica. A obra do artista, erguida durante dois meses e que consumiu
    orçamento de R$ 700 mil, ganha outras camadas, ousadas. Torna-se, também, uma reflexão sobre arquitetura, com ramificações interpretativas de ordem política, crítica.
    “É possível ver o trabalho como uma coisa que começa com um cubo branco, com esse idealismo da forma (a arquitetura branquinha para ser vista) que se liga à ideia de uma cultura que se faz na modernidade e vai se ramificando para formas de moradia populares que são a realidade”, diz Henrique Oliveira, que já tinha projeto antigo de misturar tipos de construções diferentes em uma grande instalação. “Se você pensar em Brasília, a cidade foi concebida para ser aquela coisa monumental, limpa e plástica, mas toda uma periferia foi se desenvolvendo em volta.” “O Brasil é um pouco
    isso: a distância entre os ideais e o que acontece na maior parte do País é muito grande”, continua o artista, convidado no ano passado a criar um trabalho para o anexo do MAC-USP.
    Como ele conta, já lhe foi questionado se sua escolha por usar os tapumes em suas instalações tinha como ensejo fazer menção a favelas. É verdade que as lascas de compensado descartável – “superbarato, de pouca durabilidade” – que utiliza em suas obras já podem ser consideradas um material tipicamente brasileiro. Mas, na verdade, Henrique Oliveira
    chegou a esse elemento por intermédio de sua produção como pintor.
    “Sempre tive uma atração por fazer uma pintura mais visceral ao usar amadeira”, afirma. “Os compensados eram cor-de-rosa, me lembravam pele, carne.”
    Transições. “Sou pintor que não faz só pintura. Mesmo quando o meu trabalho está nessa dimensão, em um espaço com oeste, com essa referência arquitetônica e escultórica forte, ele também tem situações pictóricas nas madeiras, cores, texturas”, expressa. Aos 40 anos, o artista já é um dos mais destacados da cena brasileira, com trajetória de alcance internacional.
    Em 2013, ele criou a instalação Baitogogo para o Palais de Tokyo, em Paris (e uma obra sua ainda está em cartaz no local), além de ter exibido suas criações, recentemente, em instituições de várias partes do mundo. “Meu trabalho funciona bem como imagem. Ele pode ser compreendido num nível profundo, mas também qualquer pessoa vem e se relaciona com a obra. Não sei se é bom ou ruim, não importa. Acho interessante que fale também ao público de uma maneira geral, não é cifrado, é uma coisa mais democrática”, analisa Henrique Oliveira.

    CAMILA MOLINA. Do moderno ao Arcaico. Jornal o Estado de São Paulo, 27 de abril de 2014.

     
  • MuBE Virtual 20:48 on 20/03/2014 Permalink | Reply
    Tags: fundação cartier, museu de arte moderna, ron mueck, still life   

    MAM Rio recebe o hiperrealismo de Ron Mueck 

    Abriu hoje, ao grande público, a exposição “Still Life” no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Com curadoria assinada por Hervé Chandès e Grazia Quaroni (diretor e curadora da Fundação Cartier de Paris, respectivamente), a expo exibe a obra de Ron Mueck, artista australiano radicado em Londres.

    Não é de hoje que Mueck trabalha com a tridimensionalidade; produzia bonecos e animatronics para a TV, e posteriormente,  trabalhou também para agências de publicidade e para a indústria do cinema. No filme “Labirinto”, dirigido por Jim Henson, é possível conferir alguns de seus trabalhos naquela época.

    As esculturas de sua fase atual impressionam e magnetizam o observador por motivos diversos. A pesquisa cromática e a texturização de órgãos, verossímeis ao corpo, são impactantes à primeira vista. A ruptura da formalidade, em Mueck, se dá por um lado na dimensão dos objetos, e por outro, na expressividade figurativa.

    A maior parte da produção de Mueck é colossal, e isso não é diferente com as esculturas enormes que o MAM abriga hoje. Apenas uma das nove peças que estão no museu tem tamanho inferior ao do corpo humano.

    O toque mais pessoal de sua criação, contudo (e o que provavelmente lhe difere de outros hiperrealistas), reside na singeleza e introspecção de seus personagens. Alguns com expressões de grande serenidade, outros, com postura quase existencialista; todos, porém, muito expressivos, providos de temperamento, por uma combinação harmoniosa entre os estudos de gesto, de postura, posição e interação com o espaço. A intimidade de Mueck com a linguagem cinematográfica – extremamente exigente em caracterizações e composição – no passar do tempo, deve ter lhe presenteado com o perfeccionismo da técnica.

    Mueck amplia as suas representações, colocando-as à altura dos sentimentos que exprimem. Brinca com as percepções de quem passeia por suas obras: ser colocado perante objetos inanimados, mas de físico marcante e emocionalmente carregados, chega a ser desconcertante. Nesta altura, o visitante já mergulhou completamente em sua obra.

    "Boy", com 5 metros de altura, exibida na Bienal de Veneza de 1999

    "Boy", com 5 metros de altura, exibida na Bienal de Veneza de 1999

    A exposição Still Life, que vem da Fundação Cartier, já passou também pelo PROA em Buenos Aires e ficará no Rio até 01 de junho de 2014.

    Para conhecer mais esculturas, clique aqui.

    Texto: Luna Recaldes/Foto: Marcos Arcoverde

     
  • MuBE Virtual 13:28 on 25/11/2013 Permalink | Reply
    Tags: exposição, fabiano brito, ufscar, um outro gesto   

    Biblioteca da UFSCar recebe mostra gratuita do escultor Fabiano Brito 

    Exposição ‘Um Outro Gesto’ pode ser visitada até o dia 30 de novembro.
    Artista usa técnicas como modelagem de terracota e fundição em alumínio.

    A Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe, até o dia 30 de novembro, a exposição gratuita “Um Outro Gesto”, do artista plástico e designer Fabiano Brito. O escultor, reconhecido mundialmente, apresenta obras criadas a partir de diversas técnicas, como modelagem de terracota e fundição em alumínio.
    O artista começou a esculpir quando era adolescente, inspirado no trabalho de Auguste Rodin e Neandruss de Mello Cezar. Brito abandonou as carreiras de instrutor de informática e designer gráfico para se dedicar à produção das esculturas, que impressionam pela beleza e suavidade dos traços.
    A mostra ficará no saguão da biblioteca, localizada na área norte do campus da UFSCar. As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 14h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8747.

    Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Globo

     
  • MuBE Virtual 16:30 on 07/02/2012 Permalink | Reply
    Tags: , brumadinho, , inhotim, Kapoor   

    Brasil terá obra de Kapoor 

    “A madman’s dream” (o sonho de um homem louco)”. Foi assim que Anish Kapoor, um dos mais cobiçados artistas da atualidade, definiu, ontem, em conversa com a coluna, o museu a céu aberto que é Inhotim. Bem-humorado e simpático, ponderou jamais ter visto nada parecido no mundo inteiro. “A natureza se integra com as obras de maneira inspiradora. Comparo Bernardo Paz a Fitzcarraldo e sua luta na selva”, observou, referindo-se ao famoso filme de Warner Herzog, dos anos 80, sobre a vida desbravadora e infernal do empresário Brian Sweeney Fitzgeral no final do século 19 – que sonhava erguer um teatro de ópera na Amazônia Peruana.

    Pela primeira vez no Brasil, o escultor indiano veio só para conhecer o projeto, em Brumadinho. E definir a instalação que montará por lá. Para tanto, reuniu-se, ontem mesmo, com curadores do museu.

    Habituado a criar obras gigantescas – que podem custar até US$ 23 milhões só para ficarem de pé, como a que fez para Chicago -, Kapoor avisa: nada cobrará pelo trabalho a ser instalado em Inhotim.

    O artista Anish Kapoor e uma de suas mais famosas criações, " Cloud Gate", instalada em Chicago

    O artista Anish Kapoor e uma de suas mais famosas criações, " Cloud Gate", instalada em Chicago

    (Fonte: coluna Direto da Fonte do Caderno2, O Estado de S. Paulo. Publicado em 27 de janeiro de 2012 / Imagens: artisnotdead.blogspot.com e parsareport.blogspot.com)

     
  • MuBE Virtual 14:09 on 21/12/2011 Permalink | Reply  

    30ª Bienal de São Paulo: Iminência das Poéticas 

    A Bienal de 2012, que acontecerá no mês de setembro, terá cerca de 115 artistas participantes . A lista completa dos artistas será divulgada entre fevereiro e março. Alguns artistas já foram citados pelo curador-geral Luis Pérez-Oramas: entre os brasileiros, o concretista Waldemar Cordeiro, o neoconcretista Hélio Oiticica, Pablo Pijnappel, e Ricardo Basbaum. Segundo Oramas “a Arte latina é uma presença óbvia, um dos momentos mais vibrantes da arte está acontecendo nesse continente”.

    Luis Pérez-Oramas – Curador-geral da 30ª Bienal de Arte de São Paulo.

     

    Entre as obras da mostra, cerca de 40% serão inéditas ou comissionadas para a ocasião. O tema da exposição estabelece uma analogia entre os artistas, em que o curador venezuelano compara a uma constelação, segundo ele “as coisas só ganham significados quando estão relacionadas”   

    Além disso, Oramas cita possíveis parcerias com o MASP, Museu Paulistano, Instituto Tomie Ohtake e as Casas Museus da Prefeitura de São Paulo.

    (Imagem: http://textosensutinta.blogspot.com) (Fonte: Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO) (Texto: Tatiana Matteoni)

     
  • MuBE Virtual 15:56 on 22/07/2011 Permalink | Reply  

    O Pai do Móbile 

    Hoje, dia 22 de julho, é o 113° aniversário do escultor Alexander Calder, o “Pai do Móbile”. Desde pequeno desenvolvia interesse pela arte, criava novos objetos e principalmente seus próprios brinquedos. Filho de uma pintora e um escultor, Calder teve  grandes  influencias de produção artística, contudo optou primeiramente pela graduação na área de engenharia, anos depois começou a desenvolver seus dons artísticos. Em 1959 visitou o Brasil e expôs parte de suas obras no Museu de Arte de São Paulo.

    O artista desenvolveu uma técnica diferenciada, a criação da escultura com movimento, em 1931, o que deu origem à produção dos Móbiles (um tipo de arte que possui movimento).

    O Google criou também um Doodle ilustrado em homenagem ao artista. Segue abaixo a imagem:

     

    (Texto: Tatiana Matteoni)

     
  • MuBE Virtual 14:44 on 29/06/2011 Permalink | Reply  

    Artista brasileira, Lygia Pape é prestigiada lá fora 

    A mostra Espaço Imantado está em cartaz no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri (um dos mais prestigiados e dinâmicos da Europa). Projeto realizado por Manuel Borja-Villel (diretor do Museu), que tinha o desejo de realizar esta exposição desde 2008.

                                                                                                  Museu Reina Sofia- Espaço Imantado

    A exposição percorre a trajetória da artista brasileira, Lygia Pape (1927-2004) da década de 50 em diante. As obras da artista têm a ver com a materialidade do papel, a relação entre o branco e preto, poesia, fugindo aos padrões de arte da Europa e do Estados Unidos.

    Segundo Manuel Borja-Villel (diretor do Museu Reina Sofia), ao realizar uma mostra de um artista há uma revalorização do mesmo no mercado, mesmo não sendo essa a função do museu. O museu atualmente está trabalhando em um projeto que se chama Rede de Conceitualismos do Sul, que visa às praticas artísticas dos anos 70 e 80. O diretor acredita que países como Brasil e México sejam potentes na América Latina em relação a arte contemporânea. Ainda em entrevista ao jornal o Estado de são Paulo, contou que tem projetos em mente de realizar uma mostra sobre Tarsila do Amaral.

    A exposição estará em cartaz em Madri até 3 de outubro, terá continuidade em Londres ainda no final do ano, em São Paulo (na Pinacoteca do Estado, ainda sem data definida) e possivelmente em  Chicago.

    (Texto: Tatiana Matteoni) (Fonte: O Estado de São Paulo) ( Imagem: Museu Reina Sofia)

     
  • MuBE Virtual 09:52 on 28/06/2011 Permalink | Reply  

    Quem melhor que um brasileiro para representar a arte do Brasil? 

    A pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição Sérvulo Esmeraldo, com 117 trabalhos do artista, entre esculturas, pinturas em gravura, desenhos e objetos. Segundo o curador Ricardo Resende: “Essa é uma chance de rever e recolocar a obra de Sérvulo Esmeraldo dentro de um contexto nacional da arte contemporânea. No momento em que a produção do artista que ficou circunscrita por décadas no Ceará, chega a um dos principais museus do Brasil, dá-se a devida importância à obra de um dos artistas mais originais e persistentes da recente história da arte brasileira”. (Em cartaz de 18 de junho a 14 de agosto)

    (fonte e imagem: Pinacoteca de São Paulo)

    Sérvulo Esmeraldo é um dos principais artistas plásticos do estado do Ceará. Em 1978, quando se fixou em Fortaleza, dedicou-se à arte pública; hoje possui mais de 30 obras espalhadas pela cidade. Recentemente, a curadora, crítica de arte e esposa de Sérvulo, Doura Guimarães, fez um levantamento sobre essas obras públicas. “Ele é valorizado no seu Estado, haja visto o número de obras que tem em Fortaleza. Mas a Cidade e as instituições são responsáveis pelo seu patrimônio. É uma pena (a falta de atenção com as obras). Sérvulo fica triste em ver o estado de conservação”, lamenta.  

                         Obra de Sérvulo Esmeraldo na Beira-Mar, mantida pela Cagece: alvo constante de pichadores

    (Fonte e imagem: Diário do Nordeste)

    Quando se pensa em arte pública no Brasil, logo vêm em mente obras como: Cristo Redentor, Monumento às Bandeiras, Estátua de D. Pedro I, Estátua de Anhanguera, com exceção do Cristo, todas de autoria unicamente europeia. O Cristo é um caso a parte, foi realizado por uma dupla participação; Paul Landowski, escultor francês e Heitor da Silva Costa, engenheiro brasileiro. Ainda que com a participação do engenheiro brasileiro, a parte artística fora realizada pelo francês. As influências europeias no Brasil foram fundamentais para nossa formação cultural, além disso, esses renomados artistas foram como “professores”, possibilitando a formação da autonomia artística brasileira. Ainda há um grande estereótipo de que o que vem de fora é melhor, e é nesse sentido que artistas como Sérvulo contribuem para nossa formação artística, e tem um importante papel no que diz respeito a nossa produção artístico-cultural nacional.

    (Texto: Tatiana Matteoni)

     
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