Estátuas e monumentos históricos do Recife são alvo da ação de vândalos 

Em várias regiões da cidade, há peças pichadas ou com partes arrancadas.
Prefeitura deve gastar cerca de R$ 50 mil na recuperação dos monumentos.

Quem passa pelas ruas do Recife constata sem esforço: é perceptível a grande quantidade de estátuas danificadas por vândalos na cidade. Peças que deveriam prestar homenagens a personalidades e momentos históricos estão sendo desfiguradas pela ação de criminosos.

O busto que homenageia Luiz Gonzaga na Praça do Bongi, Zona Oeste do Recife, por exemplo, foi destruído. A imagem do Rei do Baião ficou sem o chapéu e com o rosto desfigurado. Na Praça do Derby, região central da cidade, as figuras que representam divindades também foram desfiguradas. O braço de uma delas, inclusive, foi arrancado. A cabeça de outra estátua foi danificada e o pulso esquerdo dela também está quebrado.
No Poço da Panela, Zona Norte, a escultura de um escravo que fica próximo à igreja do bairro também sofreu com o ataque de vândalos, que quebraram o braço e jogaram tinta verde nos pés da peça. No cruzamento da Avenida Norte com a Rua da Aurora, no Centro, o busto de Artur de Lima Cavalcante precisou ser retirado, só ficando no local o pedestal e a placa. A Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb) informou que o peça está sendo restaurada e depois será devolvida ao espaço.
O Monumento ao Gari, que fica na Avenida Agamenon Magalhães, em frente à Universidade de Pernambuco, também está danificado. A obra é de Abelardo da Hora e foi feita em 1972, já tendo sido recuperada uma vez, em 1999. O braço de um dos garis foi partido e a escultura tem pichações.
De acordo com o delegado Fernando José de Souza Filho, essas ações configuram crimes contra o patrimônio público e têm punição prevista no código penal. “Esse crime de dano qualificado contra o patrimônio público tem pena de seis meses a três anos de detenção e multa, mas pode ser paga fiança. É extremamente importante que a população denuncie e informe a polícia quando souber a informação de alguém que esteja praticando esse tipo de conduta ou tenha praticado”, explica.
A denúncia pode ser feita através do telefone da Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública (81) 3184-3725 ou nas delegacias dos bairros. A Emlurb afirmou que está fazendo um orçamento para recuperar os monumentos descritos na reportagem. O serviço, ainda sem prazo para começar, deve custar cerca de R$ 50 mil.

Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Globo