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  • MuBE Virtual 18:24 on 07/04/2014 Permalink | Reply
    Tags: Alice Aycock, cyclone twist, new york, park avenue   

    O espaço público como galeria de arte 

    A artista plástica Alice Aycock monta esculturas em locais como a Park Avenue: ‘É a Piazza San Marco de Nova York’

    Buzinas soavam na Park Avenue com Rua 57 pouco antes da meia-noite no fim da semana passada enquanto um enorme guindaste, bloqueando o tráfego, erguia metade de Cyclone Twist, uma série de fitas espiraladas de alumínio branco, conectando-a precisamente com a outra metade já instalada na estreita faixa divisória da avenida. O resultado foi suficientemente impressionante para os trabalhadores registrarem o feito com fotos de seus celulares.

    “Querido, estou no céu”, disse a artista plástica Alice Aycock, de 67 anos, que estava supervisionando a instalação de um conjunto de sete enormes estruturas de alumínio e fiberglass. Chamada Park Avenue Paper Chase, e estendendo-se da Rua 52 à 66, ela se inspira em tornados, movimentos de dança e dobras de cortinas, e permanecerá instalada até 20 de julho.

    Cyclone Twist

    Cyclone Twist

    “Quando é que alguém na minha idade consegue algo assim? É como a Piazza San Marco de Nova York.” Maelstrom, uma montagem de fitas de alumínio que se estende por quase 21 metros perto do Seagram Building, tem a maior área de chão de todas as esculturas na história do programa de arte deste famoso corredor, iniciado em 1969. As peças são apresentadas pelo Comitê de Escultura do Fundo para Park Avenue e o Departamento de Parques e Recreação de Nova York.

    “A ideia é um grande vento que se desloca de um lado para outro na avenida. É ele que cria as formas, ou sopra as formas, e as deixa na sua esteira”, disse Aycock, uma artista intensa e aguerrida que é também uma espécie de dervixe.

    Como é de praxe com obras públicas, nem todo o mundo as aprecia. “Não me importo de ocuparem tanto espaço, mas preferia um arranjo de flores – alguma coisa natural”, disse Courtney Nelson, que passou por Maelstrom na segunda-feira, o primeiro dia útil depois de a escultura ter sido completamente instalada. “Achei horrorosa”, disse Irene Stolzer. “Não combina com a Park. Ela me lembra aquelas rosas de papel em Chinatown.” Os defensores também foram incisivos, “Ela quebra a monotonia do centro”, disse Eric Rolfsen. “A arte pública tem de ser grande – isto é Nova York.”

    Aycock já enfrentou uma opinião pública dividida anteriormente, como em sua escultura de 1992 que sugere uma antena de satélite no telhado da 107ª Delegacia de Polícia em Flushing, Queens. Alguns moradores disseram que a peça lhes parecera um aparelho real de vigilância. (Não é – a escultura pretende simbolizar a comunicação entre a polícia e a comunidade).

    Mais recentemente, Aycock acertou uma disputa legal com os operadores do Terminal 1 do Aeroporto Kennedy. Eles queriam desmontar sua enorme obra Star Sifter, terminada em 1998. No ano passado, eles fizeram um acordo pelo qual ela reconfigurou a peça que foi deslocada para outro ponto do terminal. “Eu sou dura na briga quando é preciso”, disse Aycock. “É isto que eu faço, é isto que eu sou, e se você tirar isso, eu simplesmente evaporarei. Em outras palavras, esta é a minha identidade.”

    Aycock, cujos trabalhos estão na coleção do Museu de Arte Moderna e no Museu Whitney de Arte Americana, fez nome criando um híbrido de arquitetura e escultura. Mas sua obra evoluiu de bordas mais ásperas a uma pátina mais brilhante, com referências celestiais e, com frequência, um aspecto de Construtivismo Russo vertical como a torre não construída de Vladimir Tatlin, Monumento à Terceira Internacional, que ela citou como uma obra influente.

    “Eu admiro o fato de ela continuar combativa e não ficar parada”, disse Adam D. Weinberg, diretor do Whitney Museum. “Esta é a marca de um grande artista.” Aycock, instalada no SoHo, cresceu em Harrisburg, Pensilvânia. “Ela teve um pai no ramo da construção, que construiu coisas enormes”, disse Robert Hobbs, que leciona história da arte na Virginia Commonwealth University, e é o autor de Alice Aycock: Sculpture and Projects. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

    “O espaço público como galeria de arte”. Jornal O Estado de São Paulo, 23 de março de 2014.

    Foto: Ozier Muhammad

     
  • MuBE Virtual 20:48 on 20/03/2014 Permalink | Reply
    Tags: fundação cartier, museu de arte moderna, ron mueck, still life   

    MAM Rio recebe o hiperrealismo de Ron Mueck 

    Abriu hoje, ao grande público, a exposição “Still Life” no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Com curadoria assinada por Hervé Chandès e Grazia Quaroni (diretor e curadora da Fundação Cartier de Paris, respectivamente), a expo exibe a obra de Ron Mueck, artista australiano radicado em Londres.

    Não é de hoje que Mueck trabalha com a tridimensionalidade; produzia bonecos e animatronics para a TV, e posteriormente,  trabalhou também para agências de publicidade e para a indústria do cinema. No filme “Labirinto”, dirigido por Jim Henson, é possível conferir alguns de seus trabalhos naquela época.

    As esculturas de sua fase atual impressionam e magnetizam o observador por motivos diversos. A pesquisa cromática e a texturização de órgãos, verossímeis ao corpo, são impactantes à primeira vista. A ruptura da formalidade, em Mueck, se dá por um lado na dimensão dos objetos, e por outro, na expressividade figurativa.

    A maior parte da produção de Mueck é colossal, e isso não é diferente com as esculturas enormes que o MAM abriga hoje. Apenas uma das nove peças que estão no museu tem tamanho inferior ao do corpo humano.

    O toque mais pessoal de sua criação, contudo (e o que provavelmente lhe difere de outros hiperrealistas), reside na singeleza e introspecção de seus personagens. Alguns com expressões de grande serenidade, outros, com postura quase existencialista; todos, porém, muito expressivos, providos de temperamento, por uma combinação harmoniosa entre os estudos de gesto, de postura, posição e interação com o espaço. A intimidade de Mueck com a linguagem cinematográfica – extremamente exigente em caracterizações e composição – no passar do tempo, deve ter lhe presenteado com o perfeccionismo da técnica.

    Mueck amplia as suas representações, colocando-as à altura dos sentimentos que exprimem. Brinca com as percepções de quem passeia por suas obras: ser colocado perante objetos inanimados, mas de físico marcante e emocionalmente carregados, chega a ser desconcertante. Nesta altura, o visitante já mergulhou completamente em sua obra.

    "Boy", com 5 metros de altura, exibida na Bienal de Veneza de 1999

    "Boy", com 5 metros de altura, exibida na Bienal de Veneza de 1999

    A exposição Still Life, que vem da Fundação Cartier, já passou também pelo PROA em Buenos Aires e ficará no Rio até 01 de junho de 2014.

    Para conhecer mais esculturas, clique aqui.

    Texto: Luna Recaldes/Foto: Marcos Arcoverde

     
  • MuBE Virtual 13:46 on 27/01/2014 Permalink | Reply
    Tags: Andre Prinsloo, coelho, , Nelson Mandela   

    Governo sul-africano se irrita com coelho em escultura de Mandela 

    JOHANESBURGO – Um coelho de bronze dentro da orelha de uma estátua do líder antiapartheid Nelson Mandela está provocando debate na Africa do Sul.

    O governo ordenou aos escultores que retirem imediatamente o animal da obra inaugurada após a morte de Mandela, no centro de Pretória, enquanto vários sul-africanos defendem a presença do simpático roedor na entrada do ouvido do herói nacional.

    “Coelho” na língua afrikaans – falada originalmente por colonos holandeses – é “haas”, que também significa “rapidez”. Os escultores colocaram o animal para reclamar que foram obrigados a fazer rapidamente a estátua de nove metros de Mandela, que desde o dia do enterro do ex-presidente – 16 de dezembro – virou atração em uma praça cercada por prédios do governo, na capital.

    À rede BBC, os dois responsáveis pela estátua negaram que o coelho seja ofensivo e pediram desculpas se a família Mandela ou o governo de Pretória se incomodaram com o bichinho. Eles afirmam que, em vez disso, o animal é uma forma de deixar registrada a marca dos dois, depois que eles foram proibidos de colocar suas assinaturas na calça do ex-presidente sul-africano e obrigados a finalizar a obra em curtíssimo espaço de tempo.

    Só é possível ver o coelho com binóculos, justificou um dos artistas, Andre Prinsloo, dizendo que eles não quiseram retirar nada da obra. “Antes de erguermos a estátua, muita gente viu ela e ninguém nem reparou”, disse.

    Um porta-voz do governo criticou duramente os escultores, dizendo que é preciso remover o coelho “para restaurar a dignidade da estátua”. “Não achamos que isso é apropriado, pois Mandela nunca teve um coelho na orelha”, disse Mogomotsi Mogodiri, do Departamento de Arte e Cultura. Resta agora definir o dia da remoção.

    Mandela é comumente chamado de “pai dos sul-africanos”, uma figura cuja liderança – decisiva para enterrar as leis raciais que vigoraram até os anos 90 na África do Sul – atravessou clivagens raciais e sociais.

     

    Fontes:

    “Governo sul-africano se irrita com coelho em escultura de Mandela”. Jornal O Estado de São Paulo,  23 de janeiro de 2014. Página consultada em 27 de janeiro de 2014. 

     
  • MuBE Virtual 15:24 on 21/01/2014 Permalink | Reply
    Tags: , , recife   

    Estátuas e monumentos históricos do Recife são alvo da ação de vândalos 

    Em várias regiões da cidade, há peças pichadas ou com partes arrancadas.
    Prefeitura deve gastar cerca de R$ 50 mil na recuperação dos monumentos.

    Quem passa pelas ruas do Recife constata sem esforço: é perceptível a grande quantidade de estátuas danificadas por vândalos na cidade. Peças que deveriam prestar homenagens a personalidades e momentos históricos estão sendo desfiguradas pela ação de criminosos.

    O busto que homenageia Luiz Gonzaga na Praça do Bongi, Zona Oeste do Recife, por exemplo, foi destruído. A imagem do Rei do Baião ficou sem o chapéu e com o rosto desfigurado. Na Praça do Derby, região central da cidade, as figuras que representam divindades também foram desfiguradas. O braço de uma delas, inclusive, foi arrancado. A cabeça de outra estátua foi danificada e o pulso esquerdo dela também está quebrado.
    No Poço da Panela, Zona Norte, a escultura de um escravo que fica próximo à igreja do bairro também sofreu com o ataque de vândalos, que quebraram o braço e jogaram tinta verde nos pés da peça. No cruzamento da Avenida Norte com a Rua da Aurora, no Centro, o busto de Artur de Lima Cavalcante precisou ser retirado, só ficando no local o pedestal e a placa. A Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb) informou que o peça está sendo restaurada e depois será devolvida ao espaço.
    O Monumento ao Gari, que fica na Avenida Agamenon Magalhães, em frente à Universidade de Pernambuco, também está danificado. A obra é de Abelardo da Hora e foi feita em 1972, já tendo sido recuperada uma vez, em 1999. O braço de um dos garis foi partido e a escultura tem pichações.
    De acordo com o delegado Fernando José de Souza Filho, essas ações configuram crimes contra o patrimônio público e têm punição prevista no código penal. “Esse crime de dano qualificado contra o patrimônio público tem pena de seis meses a três anos de detenção e multa, mas pode ser paga fiança. É extremamente importante que a população denuncie e informe a polícia quando souber a informação de alguém que esteja praticando esse tipo de conduta ou tenha praticado”, explica.
    A denúncia pode ser feita através do telefone da Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública (81) 3184-3725 ou nas delegacias dos bairros. A Emlurb afirmou que está fazendo um orçamento para recuperar os monumentos descritos na reportagem. O serviço, ainda sem prazo para começar, deve custar cerca de R$ 50 mil.

    Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Globo

     
  • MuBE Virtual 12:16 on 11/11/2013 Permalink | Reply  

    Ao nosso aniversário: 3 anos de MuBE Virtual! 

    Há exatos 3 anos, o MuBE Virtual era lançado na Internet  e, junto com o site, vinha a inovação em relação aos modelos museólogicos tradicionais. No MuBE Virtual, o acervo é apresentado ao museu pelo próprio público e composto de fora para dentro, através da colaboração dos interessados. É um espaço de memória, não apenas para armazenagem de informações, mas para reconstruir e atualizar símbolos significantes à vida social cotidiana nas cidades.

    O panorama que vem sendo formado, desde então, é um conjunto de obras que vão de símbolos de cidades como Cristo Redentor a bustos escondidos em pequenas praças do interior. Um acervo que cresce com curadoria coletiva, ou melhor, sem curadoria, aos poucos revelando amostras da arte pública brasileira reunidas num único espaço para pesquisas permanentes e futuras.

    Três jovens, de Lasar Segall

    Três jovens, de Lasar Segall

    A lógica do MuBE Virtual é simples: o internauta deve, primeiramente, efetuar um cadastro pessoal no site. A partir daí, ele se torna um usuário apto a cadastrar uma escultura, inserindo fotos e textos relacionados no banco de dados. Depois que faz o envio, o respectivo cadastro passa pela moderação e, realizadas as modificações ou adaptações necessárias, a obra é publicada no site. Todo o processo de cadastro e pesquisa é feito de forma integralmente gratuita e não-onerosa para os internautas.

    Há hoje cerca de 900 obras publicadas no site, sendo sua maioria provinda predominantemente de São Paulo, e também de outros estados como Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Não há nenhum estado sem obras publicadas, apesar da discrepância entre os números.
    Das 900 publicações, há um número aproximado de 300 diferentes autores das obras – um indicativo inegável da pluralidade de artistas brasileiros que se dedicam à Escultura, e também da vasta produção nacional e estrangeira que se encontra nas ruas das cidades.

    Enumeram-se, por outro lado, os 500 usuários inscritos no site atualmente. Segundo diagnóstico das estatísticas, pôde-se constatar que a maioria dos usuários cadastrados no site se divide em perfis profissionais comuns, em especial: professores, museólogos, publicitários, historiadores, empresários, jornalistas e, com destaque, artistas e escultores. Vários destes últimos puderam cadastrar e divulgar suas próprias obras no acervo.
    Paralelamente, o MuBE Virtual mantém este blog e um perfil no Facebook, onde são postadas notícias e reflexões a respeito de esculturas, artistas e patrimônio público. Já foram lançados, também, 26 informativos (email marketing) a um extenso mailing list, com os destaques do site, exposições pelo país, menções ao projeto na imprensa, entre outros assuntos.

    Visando a reconhecer e prestigiar o trabalho dos escultores brasileiros, o MuBE Virtual organizou uma série de entrevistas. Os entrevistados, até o presente momento, foram Elisa Bracher, Erickson Campos Britto, Luis Gagliastri, Jorge Bassani, Magoo Felix, Pado e Rodrigo (Urban Trash Art) e José Luiz Giacomelli. Neste processo, buscou-se manifestar as expressões de escultores dos mais variados estilos e linguagens.

    Dentre os principais parceiros formados na trajetória do projeto, coloca-se o Acessa SP, o programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo. Em um espaço de um ano e meio, o MuBE Virtual ministrou seis capacitações aos monitores do programa, sendo duas delas em Pindamonhangaba e Marília e as restantes em São Paulo. Durante as capacitações em São Paulo, os monitores foram capacitados a operar a plataforma, apresentados a princípios do patrimônio histórico, cadastrados no site, e incentivados a observar com mais sensibilidade os locais por onde passam, registrar, fotografar e cadastrar esculturas no banco de dados. A ideia é que reproduzissem os mesmos aprendizados com os usuários que frequentam os postos do Acessa SP. Em Pindamonhangaba e Marília, houve também visitas à cidade, registro das esculturas locais e posterior cadastro das mesmas no site, feito pelos próprios monitores. Cada uma das capacitações atingiu cerca de 30 pessoas.

    Capacitação no Acessa SP

    As oficinas tiveram um aspecto educativo bastante enfático, principalmente de ordem conceitual sobre o termo “escultura”. Esse questionamento, se feito para várias pessoas, pode levantar proposições diversas, porque o termo em si não tem um significado fechado e universal. Nas oficinas, foi esclarecido que as obras esculturais são aquelas que se apresentam em relevo total ou parcial, e pertencem a estilos e escolas artísticas diversas. Há uma infinidade de materiais além dos mais comumente associados com a criação de esculturas, como mármore, cobre, granito, e bronze; consequentemente, também podem ser classificadas como duráveis ou efêmeras – nesse caso, um bom exemplo são as esculturas de areia. As esculturas também não se restringem à representação figurativa, como de pessoas ou animais definidos, mas podem ser também abstratas.
    Contudo, o inventariado do MuBE Virtual se restringe, a princípio, às esculturas duráveis e instaladas em espaços públicos. Pontualmente, o conteúdo do site foi expandido com o acervo de outros museus; já estão inclusos no banco de dados, por exemplo, as obras externas do Museu Brasileiro da Escultura, Museu de Arte Moderna da Bahia, Memorial da América Latina, entre outros, graças à formação de parcerias com estas instituições.

    Escultura do MAM/BA

    O MuBE Virtual também promoveu o passeio “A Escultura Paulistana na Modernidade”, em junho de 2012, direcionado a artistas, museólogos, historiadores, estudantes, gestores culturais, e demais interessados na área. Nesta oficina, os 20 participantes percorreram o centro de São Paulo e ouviram um relato histórico das esculturas que provinham do século XIX até meados do século XX.

    "A Escultura Paulistana na Modernidade", ministrada por Sérgio de Simone

    Em todas as oficinas supracitadas, houve a distribuição de cartilhas educativas, incluindo, por exemplo, o mapa da região com a marcação geoespacial das obras a serem visitadas.
    Em junho de 2011, com o objetivo de acompanhar as mudanças de seu tempo, o MuBE Virtual lançou um aplicativo gratuito para Iphone, que disponibiliza hoje 400 obras para visualização. Nela, o usuário pode pesquisar as esculturas de cada estado e cidade e a partir de sua localização, traçar uma rota até a escultura buscada. Os dados do aplicativo são os mesmos da plataforma online. Através dessas consultas, o transeunte adquire informações do espaço urbano em tempo real.

    Aplicativo para smartphone do MuBE Virtual

    Pelo seu caráter fundamentalmente artístico e tecnológico, MuBE Virtual foi citado e utilizado como referência em congressos, como o #10 ART – Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, em Brasília; o Simpósio Rumos Arte Cibernética 2011, em São Paulo; e na Palestra Cidades em Rede, na FAU/USP, também em São Paulo. Além disso, foi pauta da Revista Mundo Jovem de agosto de 2011, distribuída em todas as escolas públicas do Brasil (artigo de Tatiana Travisani).
    Por outro viés, o MuBE Virtual, desde sua fundação, promoveu o contato com secretarias e órgãos de Governo de todo o país, a fim de apresentar-lhes a plataforma, e incentivá-los a publicar as esculturas e monumentos de suas cidades no banco de dados. Este cadastro poderia ser concebido de duas formas: de tal maneira que os próprios servidores públicos publicassem o inventário dos municípios ou, que estes inventários fossem encaminhados e disponibilizados à equipe do projeto, em São Paulo. Ao todo, foram feitas mais de 100 ligações, e 3600 emails foram enviados; ainda assim, esta ação teve poucos resultados bem-sucedidos.

    Sob orientação de acadêmicos, o MuBE Virtual também publicou estudo intitulado “Politicas Públicas para Escultura Brasileira”, na 10ª Semana de Museus do IBRAM. A pesquisa (disponível em http://goo.gl/It5A1F) visou a uma constatação e reflexão do que tem sido feito pelo Estado no tratamento com o patrimônio artístico público, com uma investigação mais focada sobre as políticas vigentes nesse sentido. Por meio de uma pesquisa qualitativa, gestores de patrimônio das 50 cidades mais populosas do país (IBGE, 2010) foram questionados sobre as suas atribuições e responsabilidades, os critérios para a escolha e instalação de obras e as últimas ações de conservação e restauro das esculturas de seus municípios; obtendo-se, assim, um diagnóstico plausível da heterogeneidade das políticas para patrimônio dentro do território nacional.

    Após preparar esta retrospectiva, prevalece o feliz sentimento de que foram, enfim, 3 anos de intensa produção. Mas não paramos por aqui: ainda faltam muitas localidades a serem alcançadas, e projetos paralelos de cunho cultural e educativo a serem desenvolvidos.

    Que tal comemorar conosco? Saia às ruas, fotografe, publique: compartilhe a arte do nosso país com o mundo!

     Texto: Luna Recaldes

     
  • MuBE Virtual 11:37 on 22/06/2012 Permalink | Reply
    Tags: eco 92, frans krajcberg, jardim botânico de curitiba, natureza, nova viçosa, rio +20, sustentabilidade   

    Defesa da Natureza por meio da Arte 

    Frans Krajcberg não é apenas consagrado no mundo todo por seu trabalho, mas também um pioneiro na arte que produz. Um dos maiores artistas plásticos ainda vivos no século XX, certamente não existe conceito ou estética igual à que ele construiu por meio de suas obras.

    Não há liberdade nem defesa para viver. Essa é a grande motivação de um artista singular, que “desperdiçou” boa parte de seus raros 91 anos nas entranhas dos trópicos; num país que sequer lhe confere a devida relevância. O Brasil, que vive um momento acalorado com a Rio+20, parece esquecer que, há exatos 20 anos, Krajcberg era o grande nome da Eco-92, com sua proposta artística cheia de significado.

     

    Obra de Frans Krajcberg no Jardim Botânico de Curitiba (2003)

                                                            Obra de Frans Krajcberg no Jardim Botânico de Curitiba (2003)

     

    Krajcberg nasceu em Kozienice, na Polônia, no ano de 1921. Sua mãe era líder do partido comunista no país e, segundo ele, foi ela quem o inspirou a pensar e agir politicamente. Durante a Segunda Guerra Mundial, o artista de origem judaica perdeu toda sua família em um campo de concentração, e desde então vem tentando lidar com a irracionalidade humana.

    Quando criança, gostava da natureza. Mais tarde, foi a natureza que lhe deu forças para prosseguir, quando ele passou a entender que a arte, em toda sua organicidade, também deveria participar desse processo.

    Estudou Engenharia e Artes na Universidade de Leningrado e posteriormente ingressou na Academia de Belas Artes de Stuttgart, na Alemanha. Em 1948, imigrou para o Brasil, no Rio de Janeiro. Uma semana depois, partiu para São Paulo, onde trabalhou como encarregado da manutenção do MAM.

    Em 1951, teve duas de suas pinturas expostas na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Mudou-se para o Paraná, onde trabalhou como engenheiro por um tempo. Contudo, decidiu se isolar na mata para poder pintar e fotografar, sendo essa a forma que encontrou para se afastar do homem.

    Hoje, vive no Sítio Natural, em Nova Viçosa, no sul da Bahia, onde também se encontram as suas obras que resistem às ofertas e tentativas do mercado das Artes.

    Em 2005, o artista doou um acervo com cerca de 110 esculturas para a Fundação Cultural de Curitiba, obras essas que foram reunidas no Jardim botânico da cidade. Sob o governo de Jaime Lerner, na época, a capital paranaense visava a urbanização e a sustentabilidade. Curitiba havia se candidatado, inclusive, ao título de “Cidade Mundial da Ecologia”. Krajcberg, que ali havia morado nos anos 50, ficou entusiasmado com a notícia.

    Tempos depois, ele foi informado de que suas obras estavam em estado precário, por falta de cuidados. Além disso, o local em que as esculturas se encontravam havia permanecido fechado por mais de um ano, sem que ele fosse informado.

    De acordo com Paulino Viapiana, Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, em 2005 foi feito um diagnóstico de todos os centros culturais do município. O Centro de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Minas Gerais constatou que o Espaço Frans Krajcberg não era adequado às obras, feitas com material orgânico, as quais poderiam facilmente se deteriorar.

    Em novembro de 2008, um projeto para recuperação dessas esculturas e adequação do espaço foi criado. Foram captados R$ 308 mil, mas para iniciar a restauração seria necessária a autorização do artista. Segundo Viapiana, Krajcberg se recusou a autorizar o serviço.

    A indústria de cosméticos Boticário assumiria o Espaço Frans Krajcberg e as obras teriam de ser retiradas. Inconformado com a situação, o artista resolveu reagir acionando a justiça e exigindo suas esculturas de volta. Entretanto, Curitiba não quis abrir mão delas e Krajcberg se viu impelido a tomar outra atitude polêmica: mobilizou pessoalmente uma equipe para retirar suas obras do Parque; cobrindo, do próprio bolso, as despesas de manuseio e transporte para um novo destino: a Bahia.

    De acordo com o artista, em declaração para o jornal O Estado de S. Paulo, a situação foi humilhante. “Além de encontrar meus trabalhos quebrados, o novo dono do parque me disse para eu sair de lá. Tenho testemunhas disso. Eu fui a Curitiba ver o estrago, lamentável… Que outro artista no mundo doou, de uma vez, 110 esculturas, fora relevos, fotos, livros? Quem? Quando fui retirar as peças, me disseram para levar tudo, para não deixar nada, para limpar o lugar. Era meu trabalho de anos! Onde vou encontrar a mesma pedra? Onde vou achar aquele mesmo galho?”.

    A arte no Brasil, tanto quanto a natureza, pede socorro.

     Curiosidades:

    Confira também o trailer do documentário “O Grito de Krajcberg”:

    http://www.youtube.com/watch?v=pqTM-p568CM

     Crítica ao desmatamento:

    http://www.youtube.com/watch?v=Rn7yIn_RrHY

     

    Referência: Estado de São Paulo – Caderno Aliás, pg 5, 17 de junho de 2012

    Texto: Luna Recaldes e Tatiana Matteoni

    Imagem: Companhia de Restauro

     
  • MuBE Virtual 16:53 on 11/04/2012 Permalink | Reply  

    Patrimônio em debate 

    Uma escultura encontrada por acaso pela equipe do jornal O Estado de S. Paulo em Santiago do Chile tem causado furor entre especialistas de arte. Isso porque a obra, após análises preliminares, teria sido atribuída ao maior mestre do barroco brasileiro: Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

    A imagem de madeira representa o santo católico San Pedro Pascual e se encontra no pequeno Museo Merced. Embora seja de suposta autoria de um artista peruano, ela carrega grande semelhança com as obras de Aleijadinho – em especial no que diz respeito aos chamados estilemas (detalhes que funcionam como uma assinatura do autor na escultura).

    Desde a descoberta no mês de março, diversas hipóteses foram levantadas, entre elas a possibilidade de a peça ser uma fusão de esculturas diferentes, inclusive do celebrado artista mineiro, mas a grande questão ainda reside na legitimidade das obras de arte através do tempo.

    Originais de famosos pintores e escultores tendem a adquirir seu valor material por conta de valores abstratos e subjetivos, atribuídos por pessoas ou instituições que legitimem tais manifestações artísticas. São famosas as histórias de grandes gênios da arte que jamais receberam em vida o devido reconhecimento por seu trabalho.

    A autenticidade de uma obra, portanto, talvez tenha menos importância do que o impacto por ela causado na sociedade ao longo dos anos. Trata-se de uma soma de características que concedem a um objeto a sua “aura”. Nesse sentido, tamanha foi a força com que Aleijadinho arrebatou a arte escultórica brasileira, que a mera possibilidade de um novo exemplar de seu trabalho levanta debates entre admiradores e críticos.

    A atemporalidade – esse sim é o maior estilema das esculturas de Antonio Francisco Lisboa.

    (Texto: Katia Kreutz) (Imagem: Jotabê Medeiros/AE)

     
  • MuBE Virtual 16:42 on 19/01/2012 Permalink | Reply
    Tags: avenida paulista, manhã, , notícia, SBT, trianon, zorzete   

    MuBE Virtual em reportagem do SBT 

    Jornal do SBT Manhã:

    Cidadãos desconhecem personagens retratados em estátuas

    Em São Paulo, a maior parte da população desconhece os personagens históricos retratados nas estátuas. Por exemplo, na Avenida Paulista está o monumento do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, desconhecido pela maioria.

    Um aplicativo desenvolvido por um artista plástico, permite que o usuário pesquise de graça sobre as estátuas da cidade.

     

     
  • MuBE Virtual 11:52 on 06/06/2011 Permalink | Reply
    Tags: estadão, jovem, nizan guanaes, , unesco   

    Pela causa do patrimônio 

    Em entrevista hoje ao jornal O Estado de S. Paulo, o publicitário Nizan Guanaes falou sobre a importância da cultura e da paz para o mundo.

    Na semana passada, em Paris, ele recebeu o título de Embaixador da Boa Vontade da Unesco, e já tem várias ideias que pretende levar à instituição.

    “Um de seus desejos é fazer da própria sede da Unesco uma referência cultural mundial, projetando na fachada a cada três meses obras de arte que associem o organismo ao público jovem, que usa Facebook, Twitter, YouTube. Guanaes quer que esses jovens ajudem a monitorar e preservar o patrimônio histórico da humanidade.” (O Estado de S. Paulo, D2, 06/06/11)

    O MuBE Virtual fica muito feliz com a importância dada por tão influente personalidade ao patrimônio cultural e artístico. É mais um companheiro em nossas ideias, lutando pela causa da preservação.

    (Texto: Katia Kreutz / Imagem: Paulo Giandalia – O Estado de S. Paulo)

     
  • MuBE Virtual 12:06 on 27/04/2011 Permalink | Reply
    Tags: charge, , descaso, ilha notícias, jornal, leão, , onça, ,   

    Monumentos em extinção 

    Alertas de descaso com o patrimônio público surgem de todas as partes do país; alguns deles podem ser acompanhados aqui no blog.

    Eventualmente, algum cidadão se mobiliza e promove ações que atraem a atenção da mídia e, como tal, provocam questionamentos acerca de medidas do governo.  Esse é o caso do fotógrafo Cláudio Fagundes, morador da Ilha no Rio de Janeiro. Durante a montagem de um livro fotográfico com as belezas da região, a depredação dos monumentos ficou ainda mais evidente para ele.

    Cláudio, em matéria ao Jornal “Ilha Notícias”, relatou inclusive a falta de placas com informações – o que é, em vários aspectos, negativo para as obras. Destitui o seu valor histórico, o valor dos artistas que as criaram e a sua relação com a história da cidade.

    “Monumentos históricos e pontos de referência estão abandonados” foi a manchete da edição de março do jornal. Confira a matéria completa clicando aqui.

    Acima, a “Pedra da Onça” e o “Leão da Praia do Zumbi”: os mesmos animais “em extinção” da charge.

    (Texto: Luna Recaldes/Imagens e charge: Jornal Ilha Notícias)

     
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