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  • MuBE Virtual 13:28 on 25/11/2013 Permalink | Reply
    Tags: exposição, fabiano brito, ufscar, um outro gesto   

    Biblioteca da UFSCar recebe mostra gratuita do escultor Fabiano Brito 

    Exposição ‘Um Outro Gesto’ pode ser visitada até o dia 30 de novembro.
    Artista usa técnicas como modelagem de terracota e fundição em alumínio.

    A Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe, até o dia 30 de novembro, a exposição gratuita “Um Outro Gesto”, do artista plástico e designer Fabiano Brito. O escultor, reconhecido mundialmente, apresenta obras criadas a partir de diversas técnicas, como modelagem de terracota e fundição em alumínio.
    O artista começou a esculpir quando era adolescente, inspirado no trabalho de Auguste Rodin e Neandruss de Mello Cezar. Brito abandonou as carreiras de instrutor de informática e designer gráfico para se dedicar à produção das esculturas, que impressionam pela beleza e suavidade dos traços.
    A mostra ficará no saguão da biblioteca, localizada na área norte do campus da UFSCar. As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 14h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8747.

    Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Globo

     
  • MuBE Virtual 19:41 on 12/11/2013 Permalink | Reply
    Tags: galeria millan, instituto tomie ohtake, nelson felix   

    Duas mostras de Nelson Felix questionam os limites da produção artística 

    Rodrigo Neves (Especial para o Estado)

    Até onde pode ir a dimensão reflexiva de uma obra de arte, sem que ela perca sua força sensível e se transforme num teorema descarnado? A questão tem grande pertinência, sobretudo no momento em que a arte contemporânea, de tanto evitar a pecha de ingenuidade, assemelha-se a um escorpião encurralado: prefere morrer pelo próprio veneno a deixar-se apanhar. Gerhard Richter, um dos mais bem-sucedidos artistas contemporâneos, duvida tanto da pintura que é de se perguntar por que ainda continua a pintar.

    Acredito que os trabalhos apresentados por Nelson Felix em suas duas exposições (na Galeria Millan e no Instituto Tomie Ohtake) movem-se no fio perigoso desta navalha, conhecendo o risco que correm e a estreita margem de manobra que resta a esse tipo de interrogação, embora procurem dar outra saída à pergunta, como têm feito outros importantes artistas de nossos dias.

    Uma circularidade problemática sempre foi presença forte em sua obra, exercendo essa função inquisitiva. Numa dimensão modesta, a questão surgia, por exemplo, em O Grande Budha (1985-2000), um trabalho no qual garras de latão eram dispostas circularmente ao redor de um mogno, uma árvore centenária perdida em meio à Floresta Amazônica. À medida que o tronco crescia, as garras penetravam-no, tornando perceptíveis tanto seu crescimento quanto uma força que, sem essa oposição, jamais se mostraria. E ambos (crescimento e força) irão potencializar a circularidade rude do mogno. Em outras palavras, a própria gênese dos volumes, elemento central da escultura, se mostrava a nossos olhos.

    A simples circularidade, ou seja, o voltar-se sobre algo, ao mesmo tempo que é condição para o entendimento, pode conduzir a uma posição oposta. A expressão “andar em círculo” é sinônimo de descaminho e há pouca sabedoria no cão que tenta morder a própria cauda. Em arte, penso que, para adquirir relevância, o movimento de voltar-se sobre algo (reflexão) precisa apontar e problematizar seus próprios limites. Uma atividade cuja grandeza está tão intimamente ligada aos sentidos, a arte, tem, em sua própria constituição, algo avesso ao entendimento.

    O mero crescimento de uma árvore não tem nada a ver com a compreensão de um processo nem com a arte. Cercada de maneira regular (circularmente) por balizas que evidenciam sua expansão, irá adquirir uma presença nova, nem simplesmente natural nem objeto domesticado: algo que poderíamos chamar arte, possivelmente para escândalo do crítico de arte Ferreira Gullar.

    Neste exemplo, a evidenciação de um processo natural (o crescimento) não é realizada pelas vias convencionais (uma fita métrica, por exemplo), e sim por procedimentos que põem em relevo a força e a opacidade do mundo material – do qual, aliás, também fazemos parte – sempre rebaixadas pela oposição que privilegia a (suposta) transparência e leveza do espírito.

    Logo que entramos na sala principal da mostra na Galeria Millan, dois grandes anéis de mármore chamam nossa atenção. Já a disposição dos dois aros, enviesados, retira deles parte da dinâmica sugerida pelos círculos, o que intensifica sua presença material e, assim, reduz o estatuto de pura forma. As hastes que quase tangenciam os anéis funcionam visualmente como as ferramentas do torno que os fabricaram, supondo uma fricção áspera que nada tem de espiritual.

    No andar superior, outros aros de mármore, bem menores, repousam sobre o piso, alguns deles sobrepostos. Definitivamente, aquele conjunto de roldanas não irá mover-se. A construção de um volume pleno, dotado de “movimento” e belas proporções – um ideal perseguido pela escultura desde os gregos – fracassou. Restam apenas os fragmentos que testemunham aquele empreendimento frustrado.

    Foto: Galeria Millan

    Quando voltamos ao piso térreo, depois de uma primeira visada ao conjunto da exposição, temos a impressão de que tudo mudou, justamente em virtude dos empecilhos que o artista criou para que aquele sistema de circularidades operasse harmonicamente. O anel recostado na parede resume bem o processo do trabalho: cansado do esforço vão de por em movimento uma sequência de objetos que prometia uma dinâmica plena, ele descansa, tentando se recuperar do longo esforço.

    Só falta o cigarro no canto da boca. Na exposição do Instituto Tomie Ohtake dezenas de desenhos e algumas poucas fotos testemunham o longo trajeto (também ele circular) que o artista percorreu para chegar à complexidade desse conjunto. São outros tantos fragmentos fundamentais para a compreensão de um processo que põe em xeque as incursões tradicionais da própria compreensão.

    NELSON FELIX

    - Instituto Tomie Ohtake. Rua Coropés, 88, tel. 2245-1900. 3ª a dom., 11 h/20 h. Grátis. Até 9/2. Abertura hoje, para convidados.

    - Galeria Millan. Rua Fradique Coutinho, 1.360, tel. 3031-6007. 3ª a 6ª, 10 h/19 h; sáb, 11 h/18 h. Grátis. Até 21/12.

     

     Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, Caderno 2, 12 de novembro de 2013.

     

     
  • MuBE Virtual 12:16 on 11/11/2013 Permalink | Reply  

    Ao nosso aniversário: 3 anos de MuBE Virtual! 

    Há exatos 3 anos, o MuBE Virtual era lançado na Internet  e, junto com o site, vinha a inovação em relação aos modelos museólogicos tradicionais. No MuBE Virtual, o acervo é apresentado ao museu pelo próprio público e composto de fora para dentro, através da colaboração dos interessados. É um espaço de memória, não apenas para armazenagem de informações, mas para reconstruir e atualizar símbolos significantes à vida social cotidiana nas cidades.

    O panorama que vem sendo formado, desde então, é um conjunto de obras que vão de símbolos de cidades como Cristo Redentor a bustos escondidos em pequenas praças do interior. Um acervo que cresce com curadoria coletiva, ou melhor, sem curadoria, aos poucos revelando amostras da arte pública brasileira reunidas num único espaço para pesquisas permanentes e futuras.

    Três jovens, de Lasar Segall

    Três jovens, de Lasar Segall

    A lógica do MuBE Virtual é simples: o internauta deve, primeiramente, efetuar um cadastro pessoal no site. A partir daí, ele se torna um usuário apto a cadastrar uma escultura, inserindo fotos e textos relacionados no banco de dados. Depois que faz o envio, o respectivo cadastro passa pela moderação e, realizadas as modificações ou adaptações necessárias, a obra é publicada no site. Todo o processo de cadastro e pesquisa é feito de forma integralmente gratuita e não-onerosa para os internautas.

    Há hoje cerca de 900 obras publicadas no site, sendo sua maioria provinda predominantemente de São Paulo, e também de outros estados como Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Não há nenhum estado sem obras publicadas, apesar da discrepância entre os números.
    Das 900 publicações, há um número aproximado de 300 diferentes autores das obras – um indicativo inegável da pluralidade de artistas brasileiros que se dedicam à Escultura, e também da vasta produção nacional e estrangeira que se encontra nas ruas das cidades.

    Enumeram-se, por outro lado, os 500 usuários inscritos no site atualmente. Segundo diagnóstico das estatísticas, pôde-se constatar que a maioria dos usuários cadastrados no site se divide em perfis profissionais comuns, em especial: professores, museólogos, publicitários, historiadores, empresários, jornalistas e, com destaque, artistas e escultores. Vários destes últimos puderam cadastrar e divulgar suas próprias obras no acervo.
    Paralelamente, o MuBE Virtual mantém este blog e um perfil no Facebook, onde são postadas notícias e reflexões a respeito de esculturas, artistas e patrimônio público. Já foram lançados, também, 26 informativos (email marketing) a um extenso mailing list, com os destaques do site, exposições pelo país, menções ao projeto na imprensa, entre outros assuntos.

    Visando a reconhecer e prestigiar o trabalho dos escultores brasileiros, o MuBE Virtual organizou uma série de entrevistas. Os entrevistados, até o presente momento, foram Elisa Bracher, Erickson Campos Britto, Luis Gagliastri, Jorge Bassani, Magoo Felix, Pado e Rodrigo (Urban Trash Art) e José Luiz Giacomelli. Neste processo, buscou-se manifestar as expressões de escultores dos mais variados estilos e linguagens.

    Dentre os principais parceiros formados na trajetória do projeto, coloca-se o Acessa SP, o programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo. Em um espaço de um ano e meio, o MuBE Virtual ministrou seis capacitações aos monitores do programa, sendo duas delas em Pindamonhangaba e Marília e as restantes em São Paulo. Durante as capacitações em São Paulo, os monitores foram capacitados a operar a plataforma, apresentados a princípios do patrimônio histórico, cadastrados no site, e incentivados a observar com mais sensibilidade os locais por onde passam, registrar, fotografar e cadastrar esculturas no banco de dados. A ideia é que reproduzissem os mesmos aprendizados com os usuários que frequentam os postos do Acessa SP. Em Pindamonhangaba e Marília, houve também visitas à cidade, registro das esculturas locais e posterior cadastro das mesmas no site, feito pelos próprios monitores. Cada uma das capacitações atingiu cerca de 30 pessoas.

    Capacitação no Acessa SP

    As oficinas tiveram um aspecto educativo bastante enfático, principalmente de ordem conceitual sobre o termo “escultura”. Esse questionamento, se feito para várias pessoas, pode levantar proposições diversas, porque o termo em si não tem um significado fechado e universal. Nas oficinas, foi esclarecido que as obras esculturais são aquelas que se apresentam em relevo total ou parcial, e pertencem a estilos e escolas artísticas diversas. Há uma infinidade de materiais além dos mais comumente associados com a criação de esculturas, como mármore, cobre, granito, e bronze; consequentemente, também podem ser classificadas como duráveis ou efêmeras – nesse caso, um bom exemplo são as esculturas de areia. As esculturas também não se restringem à representação figurativa, como de pessoas ou animais definidos, mas podem ser também abstratas.
    Contudo, o inventariado do MuBE Virtual se restringe, a princípio, às esculturas duráveis e instaladas em espaços públicos. Pontualmente, o conteúdo do site foi expandido com o acervo de outros museus; já estão inclusos no banco de dados, por exemplo, as obras externas do Museu Brasileiro da Escultura, Museu de Arte Moderna da Bahia, Memorial da América Latina, entre outros, graças à formação de parcerias com estas instituições.

    Escultura do MAM/BA

    O MuBE Virtual também promoveu o passeio “A Escultura Paulistana na Modernidade”, em junho de 2012, direcionado a artistas, museólogos, historiadores, estudantes, gestores culturais, e demais interessados na área. Nesta oficina, os 20 participantes percorreram o centro de São Paulo e ouviram um relato histórico das esculturas que provinham do século XIX até meados do século XX.

    "A Escultura Paulistana na Modernidade", ministrada por Sérgio de Simone

    Em todas as oficinas supracitadas, houve a distribuição de cartilhas educativas, incluindo, por exemplo, o mapa da região com a marcação geoespacial das obras a serem visitadas.
    Em junho de 2011, com o objetivo de acompanhar as mudanças de seu tempo, o MuBE Virtual lançou um aplicativo gratuito para Iphone, que disponibiliza hoje 400 obras para visualização. Nela, o usuário pode pesquisar as esculturas de cada estado e cidade e a partir de sua localização, traçar uma rota até a escultura buscada. Os dados do aplicativo são os mesmos da plataforma online. Através dessas consultas, o transeunte adquire informações do espaço urbano em tempo real.

    Aplicativo para smartphone do MuBE Virtual

    Pelo seu caráter fundamentalmente artístico e tecnológico, MuBE Virtual foi citado e utilizado como referência em congressos, como o #10 ART – Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, em Brasília; o Simpósio Rumos Arte Cibernética 2011, em São Paulo; e na Palestra Cidades em Rede, na FAU/USP, também em São Paulo. Além disso, foi pauta da Revista Mundo Jovem de agosto de 2011, distribuída em todas as escolas públicas do Brasil (artigo de Tatiana Travisani).
    Por outro viés, o MuBE Virtual, desde sua fundação, promoveu o contato com secretarias e órgãos de Governo de todo o país, a fim de apresentar-lhes a plataforma, e incentivá-los a publicar as esculturas e monumentos de suas cidades no banco de dados. Este cadastro poderia ser concebido de duas formas: de tal maneira que os próprios servidores públicos publicassem o inventário dos municípios ou, que estes inventários fossem encaminhados e disponibilizados à equipe do projeto, em São Paulo. Ao todo, foram feitas mais de 100 ligações, e 3600 emails foram enviados; ainda assim, esta ação teve poucos resultados bem-sucedidos.

    Sob orientação de acadêmicos, o MuBE Virtual também publicou estudo intitulado “Politicas Públicas para Escultura Brasileira”, na 10ª Semana de Museus do IBRAM. A pesquisa (disponível em http://goo.gl/It5A1F) visou a uma constatação e reflexão do que tem sido feito pelo Estado no tratamento com o patrimônio artístico público, com uma investigação mais focada sobre as políticas vigentes nesse sentido. Por meio de uma pesquisa qualitativa, gestores de patrimônio das 50 cidades mais populosas do país (IBGE, 2010) foram questionados sobre as suas atribuições e responsabilidades, os critérios para a escolha e instalação de obras e as últimas ações de conservação e restauro das esculturas de seus municípios; obtendo-se, assim, um diagnóstico plausível da heterogeneidade das políticas para patrimônio dentro do território nacional.

    Após preparar esta retrospectiva, prevalece o feliz sentimento de que foram, enfim, 3 anos de intensa produção. Mas não paramos por aqui: ainda faltam muitas localidades a serem alcançadas, e projetos paralelos de cunho cultural e educativo a serem desenvolvidos.

    Que tal comemorar conosco? Saia às ruas, fotografe, publique: compartilhe a arte do nosso país com o mundo!

     Texto: Luna Recaldes

     
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