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  • MuBE Virtual 14:11 on 17/08/2012 Permalink | Reply  

    Exposição “Carne Corpo Cidade” de Erickson Britto 

     

    Carne-corpo-cidade é uma manifestação de formas e sentidos, onde o artista mergulha em seu cálculo intelectual, estrutural, retilíneo, austero, sereno. Contudo, arte e intuição criadora, um equilíbrio entre o racional e o emocional, o orgânico, o biomórfico. Entre curvas e planos iremos encontrar no trabalho de Erickson a exaltação à forma, sempre bela em si mesma por sua natureza, de expressão lírica e espontânea. Simples representação dos lugares e dos “não lugares”.  Arte forjada na rigidez fria do aço, laminado, soldado, blindado, polido contra a corrosão que a vida ordinária elaborou. Com marcas, sem manchas. Forma que dá forma aos sentidos, sentidos criados da imagem invisível interior e espelhada da alma, da carne, do corpo, da cidade. Formas que brotam da autenticidade e do rigor simples, delicado e poderoso em suas sabias abstrações, sem particularidades, mas com a pontualidade estética que dinamiza o olhar artístico com que Erickson busca em suas sensações – a metáfora do corpo-cidade ampliado, poético e caótico. Mergulhando nesse diálogo, Erickson diz: “Quando criança, ao observar a cidade, a partir de uma vista aérea, ao subir no edifício mais alto de João Pessoa, tive uma sensação que me marcou: o traçado da cidade, ruas, casas, praças, edifícios, galpões, ginásios cobertos, placas sinalizadoras e fábricas formavam desenhos em blocos compactos com seus telhados de diversas águas… Eu sempre tenho a sensação, no momento da criação, que todo projeto executado  é sempre um protótipo de algo maior, para um espaço mais democrático, para o público que circula nas cidades”.Começa aí a experiência, o destino da sua obra ativa, volumétrica, pronta, à procura sempre de espaços que abrigue o sonho possível da sua arte.

    (Texto: Ricardo Biriba- Curador)

     
  • MuBE Virtual 14:35 on 14/08/2012 Permalink | Reply  

    A madeira vira arte nas mãos de José Luiz Giacomelli 

    O MuBE Virtual tem como objetivo promover o reconhecimento da produção escultórica nacional, por isso é com grande prazer que realizamos uma entrevista com o artista José Luiz Giacomelli Júnior. O escultor, que utiliza a madeira em grande parte de suas obras, conta um pouco sobre sua inspiração e seus trabalhos realizados.

    José Luiz Giacomelli Junior – Presépio

     

    Em seu site, você reflete um pouco sobre a influência de sua infância na criação artística. Fale um pouco mais sobre como o encantamento e o imaginário criados na infância foram importantes para sua descoberta como artista.

    Sou filho único e neto mais velho da família, há uma diferença de 14 anos para o 2° neto. Toda minha infância foi passada no sítio de meus avós, mas não tinha amigos ou primos para dividir ou brincar durante o dia. Assim, era natural ter toda a atenção dos meus avós me proporcionando distração durante o dia todo.

    Tenho lembranças de deitar no terreiro de café e ficar achando formas de animais em nuvens. O sítio até hoje não possui energia elétrica, usamos lamparinas de pavio que criam sombras nas paredes. Havia também toda a religiosidade de minha avó e a superstição de meus avós.

    Todas essas histórias, o relevo montanhoso e suas pedras nos morros, com o colorido da natureza cercado pelo silêncio da região, tiveram e têm uma grande influência em meus trabalhos. Prova disso foi a construção da igreja, em cuja dedicatória consta uma homenagem aos meus avós e, em seus vitrais – que eu pintei com tinta guache e impermeabilizei com verniz – está toda a história vivida pela família. Assim como os santos, feitos de galhos e troncos de árvores plantadas pelos meus avós.

     

    Poderia falar um pouco sobre seus trabalhos já realizados?

    Tenho trabalhos que foram feitos aos 12 e aos 16 anos, por exemplo, que ainda estão com parentes ou no sítio. Nessas obras já fazia rostos, mãos, mas não acreditava que com o tempo eles teriam essa dimensão.

    Atualmente, tenho trabalhos por vários estados brasileiros com particulares e colecionadores (caso de um colecionador do RJ). Também tenho dois trabalhos expostos permanentemente em espaços públicos, além de um presépio (vencedor do primeiro concurso de presépio de Descalvado e região) em uma propriedade da cidade.

    Este ano fiz a doação de oito peças, com motivos variados, para a Secretaria Municipal Educação e Cultura de Descalvado, que estuda um local para exposição permanente das peças.

     

    Porque optou pela madeira em seus trabalhos? Quais as vantagens em utilizá-la?

    Assim como a argila foi muito comum na minha infância, a madeira também era.  Tínhamos fogão de lenha e as madeiras eram colhidas pela minha mãe nos pastos, sempre galhos secos e pequenos troncos que ficavam armazenados ao lado do fogão na cozinha. Também trabalho em uma empresa de mineração há mais de 26 anos, onde existe um trabalho de reflorestamento. Dessa forma, sempre encontro raízes que aparecem no processo de lavagem do minério (exemplos disso podem ser vistos no meu trabalho ÁRVORE DOS ESTRANHOS SERES, um conjunto de raízes que formam vários animais de formas e cores diferentes).

    A madeira é um material com grande variação de cores, texturas e formas, que pode ser usada naturalmente ou pintada.

     

    Artistas renomados como Frans Krajcberg, Elisa Bracher e Geraldo Teles de Oliveira também utilizam a madeira para a confecção de suas obras. Você se inspirou ou acredita ter algum tipo de ligação com esses artistas?

    Realmente, comparando os trabalhos, tenho uma certa ligação com todos. Elisa Bracher usa elementos de metal em várias obras. Assim como ela, também faço uso do material em alguns trabalhos meus, como “Diálogo de Paz”, e “Natureza humana em construção” (em que uso ferro e madeira). Com relação às obras de GeraldoTeles de Oliveira, tenho a semelhança da construção das figuras amarradas entre si, por exemplo a obra “Árvore dos estranhos seres”. Com quem mais me identifico é Frans Krajcberg, no sentido de que ele usa somente a natureza.  Adoro as cores vermelhas das tintas naturais usadas por ele, assim como as madeiras de queimadas. Um trabalho meu que lembra muito o de Frans é “Natureza Morta”, no qual há três animais entalhados em um tronco de árvore queimada.

     

    Você acredita que a implantação de esculturas e monumentos em espaço público ajuda na maneira com que as pessoas interagem com a cidade?

    Perfeitamente. Prova disso é o grande número de casais de noivos que são fotografados ao lado de meus trabalhos expostos no espaço público ao lado da antiga estação da Fepasa, a ÁRVORE DA VIDA e LIBERDADE.

     

    Houve algum procedimento específico para a implantação de suas obras dispostas em espaços públicos? Elas estão sendo preservadas de forma adequada?

    A doação foi feita na semana festiva da cidade, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Tive todo o apoio e incentivo para implantação das obras. É um trabalho que foi criado para ficar em exposição a céu aberto, e o local foi escolhido por estar cercado e ter funcionários durante o horário de expediente.

    Quanto à preservação, até o momento é ela feita por mim mesmo. Faço duas intervenções durante o ano usando verniz. No entanto, o desgaste é muito grande, por se tratar de madeira, que fica submetida aos períodos de chuva e recebe luz solar diariamente. Mas, com essas intervenções, o trabalho tem resistido ao tempo com algumas avarias. Uma das peças já está exposta há quatro anos, e a outra vai completar dois anos agora em setembro.

     

    Como você enxerga a preservação do patrimônio público de Descalvado?

    A Prefeitura de Descalvado, nessa última gestão, tem grande preocupação com o patrimônio. Muitas secretarias estão sendo ocupadas por profissionais com formação ou conhecimento das pastas em que atuam. Podemos confirmar isso com a criação do nosso museu, e considerando os profissionais que estão ligados a esse patrimônio.

     

    Qual a importância das redes sociais digitais para o seu trabalho?

    Tenho grande visibilidade em todo país através das redes sociais. Isso é de grande satisfação em meu trabalho (de Descalvado para o mundo).

     

    Você acredita que a criação de acervos digitais, como o MuBE Virtual, podem ajudar a promover o reconhecimento dos escultores brasileiros?

    Certamente esse trabalho é de grande importância. Prova disso é que já recebi elogios de escultores renomados pelos seus trabalhos e conhecidos em seus estados através do contato na página do MuBE Virtual.

     Entrevista: Luna Recaldes e Tatiana Matteoni

     
    • EDILSON LOPES 17:03 on 23/12/2013 Permalink | Reply

      Olá meu caro Artesão,

      Solicito obter mais fotos desse Presépio bem como também sua dimensão, quantidade de peças e, sobretudo, um preço especial para revenda.

      EDILSON LOPES
      FONES: 86-9981-7447 ( TIM ) / 86-9488-9558 ( CLARO ) / 86-8153-6444 ( VIVO )

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